Finanças

Contas da casa: guia completo para organizar as finanças do casal

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Não tem jeito, as responsabilidades da vida adulta são muitas e as contas da casa são uma delas. Os boletos não param de chegar: energia elétrica, água, TV a cabo, assinaturas de streamings, aluguel, financiamento, escola, supermercados, IPTU, IPVA etc. — a lista de itens para pagar é extensa. Principalmente para os casais que decidiram morar junto há pouco tempo, se adaptar às novas despesas pode ser um desafio, afinal, administrar uma lista imensa de despesas com sabedoria não é nada fácil.

Para que a situação financeira do casal não se torne um problema no relacionamento — o que é bastante comum —, é muito importante que os gastos estejam bem-organizados e que o dinheiro seja usado com inteligência. Pensando nisso, elaboramos este conteúdo completo com uma lista de dicas para que você conquiste a saúde financeira e possa desfrutar com tranquilidade todos os momentos com a pessoa que você escolheu para estar ao seu lado.

Então, se você está interessado, continue a leitura e confira o nosso guia!

1. Conversem sobre dinheiro

No Brasil, temos o costume de tratar o assunto dinheiro como um tabu dentro de casa. Desde crianças somos ensinados a não conversar sobre esse tema com outras pessoas, como informar o salário ou quanto foi pago em uma compra. No entanto, esse comportamento não deve ser aplicado aos relacionamentos entre familiares, pois a falta de informação pode ser um dos principais causadores da má gestão financeira doméstica.

Infelizmente, devido a essa cultura, alguns casais tendem a não compartilhar com o outro os valores recebidos e gastos, e isso não é nada saudável financeiramente. Portanto, a primeira dica deste conteúdo é conversar desde o início da união sobre dinheiro com o seu parceiro. É muito importante ser o mais transparente possível sobre quais são as despesas em comum, os objetivos e, até mesmo, o salário de cada uma das partes.

Isso deve ser feito, pois, a partir da conversa, é possível alinhar quais serão as prioridades da casa, os objetivos do casal, assim como a situação das economias e reservas. Sendo transparentes, as chances de se endividarem serão muito menores, uma vez que ambos compreenderão a realidade financeira do lar, o que poderá evitar boa parte de um dos maiores motivos de discussões entre os casais: o dinheiro.

2. Estabeleçam metas em conjunto

Definir as metas do casal é muito importante para que o dinheiro seja bem-distribuído. Isso porque é preciso que ambas as partes estejam alinhadas com o objetivo e quais passos devem ser tomados para que ele seja conquistado. Para isso, pode-se fazer uma lista de coisas que cada um almeja e reorganizar os itens em ordem de prioridade junto ao valor aproximado que será necessário para colocá-lo em prática, seja uma reforma, ter um filho, adquirir um automóvel com ano mais atual, fazer uma viagem dos sonhos ou um curso que ajudará a alavancar na carreira profissional.

Outra meta que também é interessante ser considerada trata dos investimentos a longo prazo que, inclusive, ajudarão a levantar um dinheiro mais “rápido”. Contudo, o importante é que as metas estejam bem-alinhadas e que as duas partes concordem com o que foi traçado. Assim, fica mais fácil dividir o dinheiro e as responsabilidades de cada um. Além disso, é imprescindível que um apoie o outro para que as metas sejam alcançadas com tranquilidade.

3. Dividam as despesas

Para os casais em que ambos os cônjuges tenham uma renda, o ideal é que as despesas sejam divididas e, de preferência, proporcionalmente. Assim, o orçamento de nenhuma das partes ficará sobrecarregado, além de ser uma divisão bastante justa. Uma alternativa, caso a diferença salarial não seja tão grande, é definir o que cada um pagará das contas de casa.

Outros critérios também podem ser utilizados para definir a divisão das despesas, mas o importante é que todas as partes concordem, sejam claras e sinceras o tempo todo. Isso porque a saúde financeira do casal também interfere bastante no relacionamento amoroso, e caso essa comunicação não seja feita de forma transparente, pode até resultar em separações.

4. Separem os gastos pessoais 

Um dos principais questionamentos entre os casais que acabaram de se juntar é sobre a forma como os gastos serão divididos. Como foi mencionado no item anterior, o ideal e mais justo é que as partes dividam as despesas proporcionalmente ao salário que cada um recebe. No entanto, a escolha deve ser feita em conjunto e conforme a realidade de cada casal, afinal existem aqueles em que apenas uma das partes trabalha ou a renda não é um valor fixo.

Mas e o que acontece com o restante do dinheiro? Existem 4 possibilidades que listamos abaixo, confira.

Conta conjunta

Aqui, o casal opta por ter uma única conta, na qual todos os salários serão depositados. Seu ponto positivo é que existem menos burocracias e as operações se tornam mais fáceis, uma vez que tudo estará centralizado em um lugar só. Em contrapartida, caso uma das partes usufrua mais daquela quantia disposta na conta, alguns conflitos podem ocorrer entre o casal. Por isso, nesse modelo, todas as despesas devem ser muito bem-organizadas, além de haver um combinado sobre como o dinheiro deverá ser gasto.

Conta conjunta apenas para as despesas

Nesse formato, cada uma das partes permanece com sua conta individual, mas também utilizam de uma conta conjunta que será utilizada para depositar o dinheiro para as despesas comuns, ou seja, com a casa e com os filhos. Essa opção costuma ser mais justa, uma vez que o casal poderá colaborar igualmente. Além disso, a gestão do que é dinheiro da casa e pessoal fica muito mais fácil de ser realizada e, caso em um mês as contas sejam menores, o casal terá uma margem maior de segurança para os próximos meses.

Contas individuais e gastos partilhados

Nesse modelo, cada um tem a sua conta, mas arca com uma despesa em comum. Por exemplo, enquanto um paga o aluguel e o seguro do carro, o outro paga a conta de energia e de luz. O ponto positivo é que o dinheiro não se mistura, porém, pode ocorrer de uma pessoa gastar mais que a outra — contudo, se isso não for um problema para nenhuma das partes, pode ser um modelo de divisão de gastos interessante.

Contas individuais e gastos igualmente partilhados

Essa opção é ideal para os casais que preferem continuar com suas contas separadas, mas desejam partilhar as despesas igualmente. Apesar de ser interessante, essa alternativa deve ser muito bem-estudada pelo casal, pois, caso um dos parceiros fique desempregado, o outro deverá dispor de um maior montante para quitar os gastos.

5. Controlem gastos por impulso

As compras por impulso são uma das maiores vilãs quando o assunto é saúde financeira e, por isso, esse é um hábito que deve ser mudado quanto antes para que o dinheiro não fique comprometido e você fique no vermelho. Para conseguir evitar a impulsividade, o ideal é esperar até o outro dia para que você tenha tempo de repensar sobre a necessidade daquela compra.

É claro que algumas situações exigem uma decisão mais rápida, como em épocas de promoções — que, inclusive, são as que você mais deve ter cuidado com o seu dinheiro. Portanto, a dica aqui é simples: o que não é um sim óbvio, deveria ser um não óbvio. Isso quer dizer que, se ficou na dúvida em relação à necessidade de comprar alguma coisa, é porque você não está precisando com tanta urgência.

Quem nunca chegou em casa depois de um dia cansativo ou estressante e quis aliviar a sensação comprando alguma coisa na internet, não é mesmo? Bom, apesar de ser um comportamento que pode ajudar você a se sentir melhor, esse tipo de hábito prejudica — e muito! — a sua saúde financeira, pois faz com que as contas se descontrolem e acumulem sem que você perceba.

6. Utilizem ferramentas de controle financeiro

Fazer uma gestão dos gastos é parte fundamental para garantir a saúde financeira. Isso quer dizer que cada despesa deve ser devidamente registrada, seja em um caderno de papel ou mesmo uma planilha no computador. Algumas informações, como descrição do item, data, forma de pagamento e valor são fundamentais para que você consiga visualizar tudo o que foi pago ou ainda será quitado — em caso de compras parceladas, por exemplo.

Felizmente, existem diversas formas de fazer isso e ter um melhor controle financeiro — então, não há mais desculpas para você não se organizar, hein? Para que o casal esteja alinhado com tudo o que está sendo gasto, é possível utilizar aplicativos de gestão financeira que podem ser compartilhados com o parceiro para que ele também tenha acesso às listas. Outra opção é registrar em planilhas online, como o Google Sheets ou Excel, que são ótimas ferramentas, pois vocês podem personalizar as tabelas de acordo com as necessidades de vocês e, inclusive, gerar gráficos para auxiliar a visualizar se há despesas desnecessárias.

7. Criem uma reserva financeira

A reserva financeira é um montante que deverá ser utilizado exclusivamente para que gastos emergenciais que não estejam previstos no orçamento mensal sejam quitados sem que ocorra o comprometimento do restante das contas da casa. Imprevistos sempre podem acontecer e, por isso, é muito importante que esse fundo emergencial esteja separado do restante do dinheiro utilizado para quitar as despesas ou para as metas a fim de que o dinheiro não se misture e as finanças fiquem desorganizadas.

O primeiro passo para iniciar a sua reserva financeira é se livrar das dívidas existentes. Portanto, foque todos os seus esforços para quitar as contas em atraso ou empréstimos e evite gerar novas despesas. Depois de sair do vermelho, é hora de determinar qual o valor ideal para a sua reserva: o recomendado é que se tenha o suficiente para pagar, no mínimo, 3 meses de contas — ou seja, se o valor mensal que você gasta é de 2 mil reais, o ideal é que sua reserva tenha, pelo menos, 6 mil reais.

O terceiro passo é colocar em prática as outras dicas deste conteúdo e começar a juntar o dinheiro. Alguns economistas sugerem que, pelo menos, 15% da renda seja destinada à reserva — portanto, se o seu salário é de 3 mil reais, você deve guardar, no mínimo, 450 reais. Adotar alguns hábitos podem ajudá-lo a acelerar esse processo, como aprender a economizar ou buscar por fontes de renda extra.

8. Estudem sobre planejamento financeiro

A educação financeira é a base para que o casal tenha uma boa saúde financeira. Por isso, invista nesse tipo de aprendizado, seja por meio de livros, aulas online ou, até mesmo, vídeos e podcasts. Quanto mais sabemos sobre um assunto, melhor será a nossa prática, e isso quer dizer mais dinheiro sobrando ao final do mês.

Dito isso, você não deve se preocupar tanto, pois, para começar, não é preciso saber muito. Existem muitos materiais gratuitos na internet que podem ajudá-lo a ampliar seus conhecimentos e a identificar quais hábitos que fazem você perder dinheiro, que você precisa mudar para garantir uma saúde financeira saudável e tranquila. Depois de estabilizar a sua conta bancária, é hora de aprender a fazer o seu dinheiro trabalhar por você e a render cada vez mais.

Manter as contas da casa em dia mesmo após o casamento não é um bicho de sete cabeças. Com muito diálogo e alinhamento sobre as metas do casal, é possível sim conquistar todos os objetivos almejados e, principalmente, a tranquilidade financeira. Para isso, basta colocar em prática as dicas que apresentamos neste conteúdo e, principalmente, não parar de obter conhecimento sobre o assunto. Afinal, saber nunca é demais!

Se você ainda não sabe como investir, saiba que está perdendo uma grande oportunidade de fazer o seu dinheiro trabalhar por você. Portanto, se você tem pressa e quer acelerar a conquista de um sonho, não deixe de conferir o nosso conteúdo sobre investimento a longo prazo e saiba agora quais são as vantagens que esse tipo de aplicação pode oferecer para você.

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