Financiar um imóvel é uma ótima maneira de acelerar o processo de compra. O problema é que nem sempre o comprador tem o capital necessário para dar de entrada no negócio. Surge, então, a seguinte dúvida: como comprar imóvel sem entrada?
Esse tipo de compra é possível, embora dar um valor de entrada seja a opção mais econômica. Leia este artigo para conhecer 4 alternativas de como comprar imóvel sem entrada.
1. Compre um imóvel pelo Minha Casa Minha Vida
O objetivo do Minha Casa Minha Vida (MCMV) é contribuir para que pessoas, de diferentes faixas de renda, consigam comprar o seu próprio imóvel. Sendo assim, caso você tenha interesse em adquirir uma propriedade de uso residencial, pode tentar buscar esse tipo de programa.
O Minha Casa Minha Vida disponibiliza condições facilitadas de financiamento para imóveis urbanos e rurais, desde que quem esteja adquirindo o bem se encaixe nas faixas de renda compatíveis.
Comprar um imóvel sem entrada usando recursos públicos exige diversas comprovações de dados. Assim, é importante atentar ao limite tanto do preço do imóvel quanto da renda familiar do comprador. A Caixa Econômica Federal impõe regras sobre esses valores para impedir o uso dos recursos por pessoas que não os precisam.
Quem pode comprar imóvel sem entrada pelo MCMV?
Para financiar sem entrada, a pessoa deve ter renda familiar de até R$1.800,00, enquadrando-se na Faixa 1 do Programa. Além disso, o interessado nesse tipo de financiamento imobiliário precisa apresentar os seguintes requisitos:
- ter mais de 18 anos ou ser emancipado;
- não ter casa própria;
- não ser beneficiário de nenhum programa habitacional;
- não ter dívidas com o governo;
- morar no mesmo município por pelo menos 3 anos.
Como proceder para comprar imóvel sem entrada pelo MCMV?
Quando se enquadrar nos requisitos citados, é preciso comparecer ao banco, que vai analisar o valor do bem e a região em que está localizado. Isso porque o preço do imóvel deve permitir que as parcelas não ultrapassem 30% da renda familiar. Cabe enfatizar que o financiamento pode ser de até 240 parcelas.
Ademais, você precisa participar de um processo seletivo no seu município, responsável por determinar quem são as pessoas aptas a adquirir um imóvel sem entrada.
Assim, a Prefeitura faz um sorteio de propriedades nessa modalidade, já que há uma parceria entre Governos Municipal e Federal e Caixa Econômica. Entretanto, cada cidade tem um procedimento a seguir. Por isso, recomendamos um bom planejamento.
2. Pesquise as condições de cada banco
Ao conversar com profissionais de diversas instituições bancárias, o consumidor verificará qual empresa oferece a melhor condição para o financiamento. Além disso, ao esclarecer que precisa financiar o valor total do bem, o comprador entende melhor quais são as exigências dessas empresas.
É comum que as pessoas acabem fechando com a primeira financiadora visitada, pois acreditam que não exista concorrência no setor financeiro e que todos os bancos pratiquem as mesmas condições. Como isso não é verdade, pesquise e faça comparações.
A fim de escolher a melhor instituição financeira, simule as diferenças de juros ao mês. Dessa forma, você vai saber qual o melhor financiamento. Outro ponto a ser considerado é o atendimento, já que seu relacionamento com o banco será provavelmente por várias décadas. Ademais, é preciso calcular o custo total de financiamento, que é relacionado ao contrato de cada banco. Tenha atenção e pondere bastante.
3. Use o FGTS
Apesar de o saldo do FGTS ser um recurso do trabalhador, esse capital só pode ser sacado em casos específicos — e um deles é para a aquisição da casa própria. Do contrário, esse dinheiro fica retido em uma conta da Caixa e rende menos do que se estivesse na caderneta de poupança.
Sendo assim, é preferível usá-lo para a compra de um imóvel do que deixá-lo parado, uma vez que investir no imobiliário é uma excelente opção para proteger o seu patrimônio. Então, se você não se planejou financeiramente para comprar um imóvel com entrada, mas tem algum saldo do FGTS ao seu dispor, não deixe de usá-lo no seu financiamento imobiliário.
Para isso, você precisa conhecer seu saldo da conta FGTS, com o objetivo de entender quanto pode ser utilizado na compra de imóvel. Após, é necessário reunir a documentação, que deve conter:
- documento de identidade oficial;
- extrato da conta do FGTS;
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), para comprovar o tempo de trabalho com contribuição para o FGTS;
- declaração de imposto de renda do requerente, bem como de seu cônjuge ou companheiro(a).
Com todos os documentos em mãos, compareça ao banco e entregue-os. Depois, é aguardar a avaliação da documentação. Caso seja aceita, o seu saldo do FGTS poderá ser investido em seu sonho.
4. Procure uma imobiliária ou uma construtora
Comprar imóvel sem entrada exige certo conhecimento sobre o mercado imobiliário. Por isso, é interessante que você conte com o auxílio de uma boa imobiliária ou construtora.
Ao conversar com um corretor experiente, conhecerá quais são os limitadores para essa compra e como é possível reverter essa situação. Já as construtoras costumam oferecer opções de financiamento vantajosas, uma vez que negociam as propriedades construídas por elas mesmas.
Por último, ainda que você consiga um financiamento sem entrada, lembre-se de sempre guardar um dinheiro para arcar com as despesas extras, como a documentação e o pagamento de impostos.
Como comprar um imóvel sem entrada direto com a construta?
A compra de um imóvel sem entrada direto com a construtura é menos burocrática que comprar pelo MCMV ou alguma instituição financeira. Contudo, são exigidos vários documentos, capazes de comprovar sua capacidade de pagamento.
Vale ressaltar que essa negociação é para imóveis que estejam na planta. Por isso, caso não se enquadre nos requisitos do MCMV e não tenha pressa em se mudar para a nova moradia, negociar com a construtora é uma ótima opção.
Diante disso, agora que você entendeu como comprar imóvel sem entrada, já pode dar mais um passo na realização do seu sonho de comprar uma casa em condomínio. Coloque essas dicas em prática e pesquise as melhores opções financeiras da sua região. Sempre tenha atenção ao valor da prestação a ser paga todo mês, a fim de não comprometer todo o seu orçamento.
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